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| Centro Cultural lança três grupos de jovens pauliteiros e pauliteiras |
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| Escrito por Nuno Paulino | |
| 12-Abr-2006 | |
Centro Cultural lança três grupos de jovens pauliteiros e pauliteirasPassados alguns anos sem qualquer grupo, a dança tradicional do planalto mirandês voltou a surgir na aldeia, para rapazes e raparigas, através de um iniciativa do Centro Cultural e Recreativo de Bemposta, com a colaboração da junta de freguesia e do município de Mogadouro Bastou abrir inscrições para as aulas de dança e inscreveram-se 33 jovens, o que é um número significativo. O mais difícil, segundo António Parra, presidente do Centro, foi ensaiar tanta gente, tendo apenas um ensaiador, que é também o gaiteiro que dá música ao baile. “Tivemos 33 jovens, dos 11 aos 16 anos e não podíamos mandar ninguém embora, senão, daqui a uns anos, não havia continuidade”, afirma António Parra. O presidente reconheceu, no entanto, que não foi fácil a Ângelo Arribas, o gaiteiro de serviço, ensinar e tocar, para rapazes e raparigas. “Por vezes saía daqui com a cabeça desfeita em água”, explica. É que, além de ensaiar os dois grupos de raparigas e o grupo dos rapazes, o gaiteiro está também a ensinar alguns jovens dos grupos a tocar gaita de foles, para que depois eles possam ser os gaiteiros do baile. No entanto, aprender esta arte é um pouco mais difícil do que aprender a dançar, e ainda não há tempo de preparação suficiente. Para ajudar nos ensaios, Ângelo Arribas contou com a colaboração de uma antiga pauliteira de Bemposta, que se prontificou a rebater os bailes aprendidos. Bemposta já havia tido grupos de pauliteiros e, entre 1981 a 1984, teve um grupo de pauliteiras. No entanto, o grupo foi extinto, com a morte do ensaiador. Agora espera-se que os grupos se mantenham, durante muitos anos. Por isso se apostou em ensaiar todos os interessados e em formar alguns gaiteiros. O próprio Centro Cultural esteve alguns anos sem actividade. Agora surge reactivado e, para comemorar os seus 25 anos, apresenta os grupos de dança. Desta forma dá um sinal de vitalidade e preservação dos valores culturais e sociais da aldeia e do planalto onde está inserida. |
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| Actualizado em ( 15-Fev-2007 ) |
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