powered_by.png, 1 kB
Entrada
Caso contrário «perdem-se os financiamentos comunitários PDF Imprimir e-mail
Classificação: / 2
FracoBom 
Escrito por Neves   
23-Set-2007

O Museu do Douro vai ficar concluído até Outubro de 2008. A garantia foi deixada ontem pelo director da unidade museológica, que assegurou que os prazos estão a ser cumpridos, até porque, caso contrário «perdem-se os financiamentos comunitários

O director do Museu do Douro, Maia Pinto, garantiu ontem o “cumprimento dos prazos” para a construção da sede desta unidade museológica, orçada em 7,5 milhões de euros, e assegurou que ficará concluída até Outubro de 2008.
Maia Pinto, que falava à margem de uma visita guiada às obras da futura sede do Museu do Douro, no Peso da Régua, referiu que a obra tem “obrigatoriamente” que ficar concluída durante 2008 para que não se perca o financiamento comunitário. A abertura desta unidade museológica, criada em 1997 na sequência de uma lei aprovada por unanimidade na Assembleia da República, está prevista para Dezembro de 2008 ou Janeiro de 2009. A construção da sede do Museu do Douro foi adjudicada à empresa João Fernandes da Silva e vai dispor de 7,5 milhões de euros - cinco milhões de euros para a obra física e 2,5 milhões de euros para a aquisição de equipamentos. Os custos do projecto serão repartidos entre o Programa Operacional da Cultura (POC) e o Programa Operacional do Norte. A sede desta unidade museológica vai ocupar a Casa da Companhia, edifício adquirido à Real Companhia Velha por 1,7 milhões de euros.
Este imóvel pertenceu à Companhia de Agricultores das Vinhas do Alto Douro, uma construção ordenada por Carta Régia em 1756, dois anos antes da criação da Região Demarcada do Douro. Estão a ser realizadas obras de demolição dos edifícios anexos e de ampliação do antigo armazém de vinhos, afastados os muros da fachada face ao rio Douro e redesenhada uma das frentes urbanas tendo como elemento principal o emblemático portão da entrada da “Casa da Companhia”. Pretende-se, segundo o responsável, aproveitar ao máximo as paredes, fachadas, ombreiras de janelas e portas do antigo edifício. Maia Pinto, que assumiu funções como director em Junho, explicou que, para além da componente museológica, o futuro museu vai ainda apostar na animação e restauração, implementando um restaurante e café-concerto com piano.
A grande área de exposições ficará localizada no pátio que separa a ala norte da ala sul do antigo edifício, terá 10,7 metros de altura e uma estrutura de vidro para permitir a entrada de luz natural. Terá ainda um passadiço de madeira, suspenso a cerca de 4,5 metros de altura, com três metros de largura, que permitirá a ligação com os pisos superiores do edifício. A sede terá ainda biblioteca, arquivo, área para o serviço educativo do Museu do Douro e alas de apoio técnico, nomeadamente sanitários e arrumos. O Museu do Douro, que se encontra provisoriamente instalado num espaço de exposições do Antigo Armazém 43 é gerido pela Fundação do Museu do Douro. Maia Pinto frisou que esta unidade museológica tem de ser de “toda a região do Douro e não apenas da Régua” e referiu que a “ponte” entre os diferentes concelhos poderá ser feita através de núcleos museológicos.

Vários núcleos
Para além dos núcleos do Pão e do Vinho, em Favaios, do Imaginário, em Tabuaço, poderão ainda ser construídos o núcleo da Amêndoa e do Azeite, em Foz Côa, o do Arrais e da Cereja, em Resende, do Vinho, em São João da Pesqueira e da Seda, em Freixo de Espada à Cinta. O responsável alertou para a “necessária e urgente” recuperação do degradado edifício do Teatrinho da Régua que, disse, poderá servir de estrutura de apoio. Enquanto decorrem as obras, o museu está a preparar a exposição temática para a sua inauguração. O museu está também a preparar o Primeiro Encontro de Museus do Douro que se realizará dias 24 e 25, em Vila Real

Actualizado em ( 23-Set-2007 )
 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >
© 2009 Bemposta Mogadouro